
Após o imenso sucesso de uma fábrica de calçados na Alemanha inaugurada em 1917, os irmãos Aldolf e Rudolph Dassler não conseguiram fugir do previsível, como todos os sócios/parentes, tiveram uma grande divergência que culminou em uma separação depois de 28 anos de sucesso.
A partir dessa separação, o que antes se tratava da união de ideais e competências em prol do sucesso da empresa de calçados, virou peça chave na disputa travada de uma concorrência acirrada entre os dois. Tamanha disputa foi além da concorrência por mercado, os “Dasslers” chegaram a travar um duelo no apoio político. Adolf atacava e desrespeitava as ordens do governo nazista de Hitler, já Rudolph era completamente afavor do governo chegando a fazer campanha política e participar da guerra.
Como pioneiro do processo de concorrência, Aldolf Dassler fundou a Adidas em 1949 ao utilizar seu apelido – ADI – com as inicias do seu sobre nome – DAS. Hoje a Empresa é a segunda maior do mercado de material esportivo e tem cerca de 17.000 funcionários.
A Evolução da Adidas passou por uma fase crucial quando empresa começou a associar sua marca à um atleta ou equipe. Outro momento importante para o crescimento da companhia foi a descentralização na sua produção.
Em 2006 aproveitando a globalização, a empresa comprou uma de suas maiores concorrentes, a Americana Reebok, por cerca de 3 bilhões de euros e fortaleceu sua posição no mercado mundial de material esportivo. Ainda no mesmo ano sua imagem ganhou mais força ao patrocinar as seguintes seleções: Alemanha, Argentina, França, Espanha, Japão, Trinidad e Tobago e produzir a bola utilizada na final da Copa do Mundo em seu país. Todos esses fatores resultaram nesse ano um lucro superior a marca de 760 milhões de euros.
É claro que por nascerem de uma divergência na antiga sociedade, as empresas não poderiam ter uma história muito diferente. Com isso Rudolf (ou Rudi como era conhecido), também fundou sua empresa no mesmo período que Adolf. Tanto que o nome tinha a mesma história do seu novo concorrente.
Inicialmente chamada de RUDA (RU – Rudolph + DA – Dassler), o nome da empresa foi modificado para PUMA, que se caracterizava pela pronúncia parecida com a anterior e ainda fazia analogia ao animal felino da América.
Com grande bagagem, Rudolph precisava diferenciar sua empresa para que seu produto ganhasse espaço e se fortalecesse no mercado. Para isso, utilizou a mesma ferramenta da antiga fábrica de calçados, quando junto com seu irmão, ofereceram os calçados da empresa para o corredor Jesse Owens utilizar durante as Olimpíadas de Berlim. Com todo sucesso adquirido na ação durante aquela época, Rudi não titubeou ao associar a marca PUMA a grandes profissionais do esporte em geral.
A partir daí o processo de reconhecimento da marca ganhou velocidade. Já na Copa do Mundo de 1950, a empresa patrocinava a seleção alemã após a Segunda Guerra Mundial e posteriormente nos jogos olímpicos, os calçados foram associados ao bom desempenho dos atletas que os utilizavam durante a competição.
Ao manter sua estratégia de reconhecimento de marca, A PUMA conseguiu definitivamente, ganhar visibilidade ao assinar um contrato com PELÉ, que previa a interrupção do jogo para amarração da chuteira durante a Copa de 1970. Esse momento durou por volta de 30 segundos e fez com que a marca ganhasse mais importância e valor. O curioso é que neste jogo, Pelé utilizava uma chuteira Adidas “camuflada” de Puma, (pintada de preto, escondendo as três listras e utilizando apenas uma linha branca, que identificava a marca Puma na época).
Diferentemente da Adidas, na década de 80 a empresa foi vendida e perdeu sua identidade, isso resultou em um grande declínio e perda de market share só superado na década de 90 após passar por uma grande reformulação.
A nova Puma, consolidada em meados dos anos 90, tinha um posicionamento diferenciado, com a filosofia embasada na importância do bem estar, não da vitória. Assim, a empresa recomeçou sua trajetória de crescimento e apostou no mercado africano, em parcerias com grandes marcas como Ferrari e Renault, além de manter a filosofia de patrocínio a grande atletas como: os camaronês Usain Bolt e Etoo, e também o goleiro italiano Luigi Buffon. Esse reposicionamento da Puma a credencia hoje o grandioso retorno de ser a terceira maior empresa no mercado de material esportivo, justamente atrás da Adidas.
Para entender um pouco mais essa história, assista a matéria da repórter Ana Carolina Raimundi no programa Mundo S.A.
Haha, nem sabia que Puma e Adidas eram de dois irmãos...
ResponderExcluirMuito menos que um apoiava Hitler e outro nem.
Interessante história.
Valeu, Nilmar!