"As mídias tradicionais – jornais na linha de frente – vêm tendo sua morte anunciada todos os dias. O que o sr. pensa a esse respeito?
Philip Kotler: Mídias raramente morrem. Elas geralmente encolhem em nichos nos quais podem manter bom desempenho. A televisão não matou o rádio ou o cinema. Os computadores não mataram a televisão. Com relação à crise dos jornais, sei que é difícil manter um jornal funcionando com seu tamanho atual quando a receita de anúncios está se transferindo para a internet – e as pessoas jovens não recorrem aos jornais para obter notícias. Os bons velhos tempos dos jornais se foram de fato. Mas os jornais podem manter público tendo apelo mais especializado e indo para a internet. Não acho que os anunciantes consigam atingir seus objetivos se migrarem totalmente para a nova mídia digital. A maioria das empresas vai ganhar se usar um mix de novas e velhas mídias, cada uma fazendo o que faz melhor e sendo medida.
Qual é o papel das redes sociais para as empresas neste novo mundo caótico?
Philip Kotler: Redes sociais como Facebook, MySpace, Twitter e outras desafiam nossas práticas de Marketing tradicionais. Primeiro, porque as pessoas passam mais tempo conversando com amigos e família em seus computadores e telefones e, consequentemente, menos tempo vendo TV, cujos comerciais costumavam ser a maior fonte de influência publicitária. Hoje a porcentagem de mensagens sobre marcas vindas de fontes comerciais em contraposição a fontes sociais está diminuindo rapidamente. Então, cabe aos profissionais de Marketing fazer duas coisas. Uma é monitorar as conversas para descobrir se sua marca é tema de discussão e, se for, quão favorável ou desfavorável é a conversa. Está cada vez mais difícil para uma empresa hoje oferecer má qualidade e pouco valor sem que o boca a boca espalhe palavras venenosas sobre sua marca.
As companhias estão cada vez mais em um aquário e não têm escolha além de produzir boa qualidade em troca de dinheiro. Segundo, as empresas precisam descobrir melhores maneiras de identificar potenciais clientes com a mídia social. Seria maravilhoso se uma empresa como a Wilson pudesse comprar uma lista de todos os membros do Facebook que tivessem o tênis como hobby. Infelizmente o Facebook não vai vender esse tipo de informação, porque isso afastaria seus membros. O mínimo que a empresa pode fazer é inserir e circular informações sobre si mesma em mídias sociais como blogs, podcasts e outras. O Twitter, que está mostrando rápido crescimento, é particularmente promissor por poder carregar mensagens curtas sobre uma marca para um número enorme de pessoas em seus computadores ou celulares."
Se quiser ler essa entrevista na integra, acesse: http://www.mundodomarketing.com.br/7,10622,philip-kotler-fala-sobre-os-novos-tempos-do-marketing.htm
* José Salibi Neto é chief knowledge officer (CKO ) do HSM Group.
Esta entrevista foi publicada pela Revista HSM Management (Julho/Agosto) e pelo Mundo do Marketing.
Dificil pensar que num pais como Brasil, um pais que ainda nao oferece um custo barato para se ter acesso a tecnologia: celular (blackberry and Iphone), tv a cabo e satelite, fibra otica, internet(cabo, satelite e fibra otica) e etc, poderam perder o mercado dos jornais. Um jornal diario e barato de R$0,50 e R$1,00 faz parte da cultura brasileira, do cidadao que esta indo pra o trabalho de onibus e trem e tem a necessidade de saber qual foi o resultado do jogo do seu time.Vai acabar mesmo?
ResponderExcluirMenos tempo assitindo tv? Acho que a ideia seria quais seriam os melhores horarios e programas para o sucesso de uma propaganda mais se ficar caro ($1,000,000 por segundo: Final do campeonato de futebol americano Fev/2009) dai voce como empresa tera que ser mais agressivo em outros setores, sorry!
Redes sociais oferecem bons resultados em marketing pra qualquer um que queira investir, ja que o jovem consumidor prefere gravar o seus programas de televisao (TVO's e DVR's), mesmo se a propaganda nao for direto ao seus consumidores (tenis), ah esqueci de falar nao so os blogs e podcast fazem mais como tambem facebook, myspace, etc e por falar em podcast qual seria mesmo o percentual das pessoas que possuem produtos da linha "Apple" no Brasil, como o ipod? 0,01%? Entao nesse caso podcast nao funcionaria no Brasil, esta dificil mesmo Mr. Kopler, help!!!!!!
Obrigado pela materia, me fez de uma forma pensar em tudo isso, ;-)
Cia
Andre